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13/12/2016 - Churchill

Erguido onde antes era o palacete do Conde Alexandre Siciliano na Avenida Paulista, esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima, o Edifício Winston Churchill foi fundado em 13 de Março de 1972. Um ano antes, cartazes foram afixados chamando compradores para os escritórios e lojas que seriam abertos no lugar. Sob o slogan “Todo Homem tem seu dia de vitória’; os cartazes alertavam para a rentabilidade dos imóveis da região e seu potencial”. Utilizando frases alusivas ao estadista britânico Winston Churchill, o empreendimento foi ofertado com o inédito sistema self-promotion; que assegurava promoção permanente às lojas e manutenção de tráfego contínuo de compradores, tomando como exemplos os prédios comerciais americanos e europeus do momento. Hoje, o Edifício Sir Winston Churchill recebe em média 1300 visitas diárias, conta com 1800 usuários cadastrados e 70 lojas com acessos das três vias que o circundam.
Fonte: Revista Jardins
 

07/05/2015 - Por que os intérpretes deveriam esquecer a qualidade

Postado em 14 de abril de 2015 por Katerina Strani
De Jonathan Downie

Como podemos definir “qualidade” na interpretação? O que significa ser um “bom intérprete”? Antes de responder essa pergunta, deixe-me contar-lhes uma pequena história.
Eu estava fazendo uma interpretação do tipo chuchotage (sussurro) em uma conferência da indústria madeireira. A primeira palestra da plenária foi dada por um economista. Este economista em particular incluiu o maior número de gráficos que podia em cada slide. Além disso, ele adorava números longos e complexos. Os números já são difíceis o suficiente quando estamos em cabines confortáveis e temos a oportunidade de fazer anotações antecipadamente. Quando se está fazendo a chuchotage (sussurro) e não se tem nenhum aviso prévio, eles são praticamente impossíveis.
Tendo que enfrentar esta situação decidi me concentrar em produzir uma interpretação que fosse útil para os delegados franceses, mesmo que isso implicasse em omitir alguns (ou mais do que alguns) números no processo. Eu havia percebido que a finalidade da conferência toda era ajudar as pessoas a enxergarem o contexto econômico pelo qual haviam passado e preparar-se para aquele cenário em que eles estavam entrando. Portanto, foi isso que eu procurei fazer na minha interpretação.
Porém os intérpretes quase que universalmente têm definido “boa interpretação” ou “qualidade” na interpretação, como sendo a interpretação de tudo o que a palestrante diz, usando a terminologia perfeita e permanecendo totalmente neutro. Assim sendo, seguindo essa lógica, o que eu fiz na conferência da indústria madeireira seria considerada uma interpretação ruim.
Entretanto, do ponto de vista das pessoas que efetivamente precisavam dos meus serviços, eu fiz um trabalho fantástico. Na verdade, o chefe da delegação francesa curvou-se atrás de mim, enquanto eu estava trabalhando, e disse para o seu colega “il est bon, cetinterprète, nést-ce-pas?” [Este intérprete é bom, não é?]
Agora podemos ter absoluta certeza de que a razão para tais diferenças nos julgamentos de qualidade é que os clientes usam critérios diferentes dos intérpretes quando avaliam a qualidade. Na verdade, mesmo quando os intérpretes e clientes parecem usar os mesmos critérios (tal como exatidão), verifica-se que é provável que eles estejam usando definições completamente diferentes.
Bem, poderíamos parar nesse ponto, argumentar que os clientes são desinformados e simplesmente continuarmos a fazer o que já estamos fazendo, mas há dois problemas em adotar esta postura. O primeiro é que são os clientes que estão pagando pelo nosso trabalho, portanto seria deselegante chamá-los de desinformados! O segundo problema é que a partir do momento que achamos que sabemos o que estamos fazendo, paramos de aprender.
Uma explicação mais útil da diferença entre como os clientes veem a interpretação e como nós a vemos é que frequentemente nós falamos sobre “qualidade” na interpretação de uma maneira que a isola de qualquer contexto. Nós a descrevemos em termos de reduzir erros, criar padrões e maximizar a produtividade. Em resumo, a maneira como frequentemente falamos sobre a qualidade trata a interpretação como se fosse um produto e não um serviço.
Os clientes necessariamente veem a interpretação em termos do contexto no qual eles a recebem e também em termos do que eles querem alcançar naquele contexto. Em vez da “qualidade” neutra e despersonalizada, eles veem a interpretação em termos do valor que ela agrega para eles. Em resumo, para eles é um serviço e não um produto.
Esse conhecimento é vital se nós formos algum dia aperfeiçoar o status da interpretação e dar um basta na busca incessante por cortar custos em alguns círculos. Enquanto nós falarmos da interpretação como se ela fosse um produto que pode ser descrito em termos de “qualidade”, nós estaremos de fato incentivando os clientes a buscar formas de cortar custos e reduzir o quanto eles nos pagam por ela. Se começarmos a falar sobre a interpretação em termos do valor que ela agrega, então teremos uma base muito mais sólida para argumentarmos que vale a pena investir na interpretação. Depende de nós.
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